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5 inovações que têm transformado o Comércio Exterior nos últimos anos
21/02/2020
As companhias nacionais encontram-se em constante necessidade de se modernizar e se adaptar às novas exigências. Na corrida por um espaço consolidado, fica evidenciada a importância da adoção de práticas inovadoras como maior combustível de um crescimento gradual. Apesar da urgência do assunto, fica a cargo dos executivos analisar e entender as melhores alternativas mercadológicas para aprimorar a realidade sistêmica e operacional dos negócios.
Dessa forma, o impacto pode ser visto no comércio brasileiro como um todo. Em janeiro deste ano, a Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia divulgou a balança comercial brasileira de 2019. Dados mostram que a corrente de comércio fechou em US$ 401,363 bilhões e o superávit foi de US$ 46,674 bilhões.
Nesse sentido, precisamos considerar os efeitos práticos e possibilidades oferecidas pela Transformação Digital. A implementação de soluções tecnológicas não se limita à simplificação de procedimentos padronizados, mas impulsiona, em diversas frentes, o poderio produtivo das empresas. Para ilustrar essas tendências, separei 5 pontos inovativos do comércio exterior nos últimos anos. Confira.
Torre de controle: automatização em prol da assertividade
Qualquer empresa pode sofrer com questões burocráticas que dificultam o desenrolar das etapas que envolvem a logística. O quadro é ainda mais caótico se utilizarmos como referência a condução manual desse ciclo.
Torre de Controle é uma tecnologia inovadora que atua diretamente na automatização dos processos logísticos como um todo. Seu grande diferencial é a capacidade de abordar, de forma precisa e detalhada, todas as peças que determinam o funcionamento da operação. Questões de transportadoras, fretes, frotas, que anteriormente estavam sujeitas a falhas e erros críticos, com o auxílio da nova solução, passam a tranquilizar os profissionais com a maximização de resultados assertivos.
O impacto da Inteligência Artificial
Das consequências práticas provocadas pela Transformação Digital, a Inteligência Artificial é, sem dúvidas, uma das mais promissoras. Automatizar operações, reduzir custos ou garantir uma maior conformidade com a legislação, trata-se de uma opção segura e assertiva em termos de efetividade e obtenção de resultados.
Não há como escapar: o comércio exterior exige uma análise minimamente qualificada, com segurança nas transações e um sistema conectado globalmente. A Inteligência Artificial surge para revolucionar a realidade das empresas que importam e exportam, trazendo mais competitividade.
Portal Único e a importância da simplificação
O projeto do Portal Único, criado pela Receita Federal do Brasil em união à Secretaria do Comércio Exterior, tem o propósito de reformular todos os processos de importação, exportação e trânsito aduaneiro. Com isso, é possível identificar uma fluidez gradual no cotidiano das empresas, com muito mais velocidade e menos imprevistos.
A mudança de mentalidade dos executivos passa diretamente pela implementação de um novo tipo de gestão, e o auxílio do Portal Único pode ser decisivo nesse cenário. Informações oficiais sobre normas, exigências e procedimentos que cercam o comércio exterior brasileiro, tudo poderá ser encontrado nessa fonte governamental.
A flexibilidade do Blockchain
Um sistema de rede distribuída o qual não é necessário um servidor central. Essa é a base de funcionamento do Blockchain, uma tecnologia que realiza transações financeiras online sem exigir a presença de um servidor central de uma instituição ou banco.
A partir de uma rede segura e confiável para o compartilhamento de informações, uma rede de blocos encadeados registrará todas as informações referentes às transações realizadas ao redor do mundo. Os dados ficarão registrados e as operações são vitalícias.
Com a segurança de materiais criptografados e mensagens codificadas, as etapas operacionais permanecerão disponíveis e auditáveis, facilitando o rastreamento e identificação. Essa tecnologia não só aprimora o setor financeiro das companhias, bem como evita fraudes e falhas críticas.
Big Data e Business Intelligence
A tomada de decisão com base na análise de dados tem forte influência para o crescimento de empresas de todos os tamanhos e segmentos. No comércio exterior, isso se mostra ainda mais preponderante. Fazer as perguntas certas e analisar as informações disponíveis com o embasamento necessário a fim de tomar a melhor decisão, é fundamental para a saúde do negócio.
Soluções como Big Data e Business Intelligence, se unificados, poderão proporcionar aos executivos uma oportunidade sólida de transformar a forma como suas empresas se relacionam com os dados. Essa combinação abre caminho para decisões mais assertivas e inovadoras.
Enquanto o BI trabalha na estabilidade funcional de controle em meio a um mercado extremamente caótico, o Big Data terá espaço extenso de busca por novas oportunidades através da análise dos dados.
*André Barros é CEO da eCOMEX – NSI. O executivo possui mais de 20 anos de experiência no segmento de Comércio Exterior
Fonte: CIO
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