Crescimento do PIX e falhas de segurança: por que ataques a bancos têm se repetido?

24/09/2025

A tentativa de invadir o sistema da Caixa Econômica Federal em 12 de setembro foi apenas mais um dos ataques planejados contra o PIX. Nos últimos dois meses, hackers conseguiram movimentar mais de R$ 1,2 bilhão de instituições financeiras.

No caso do ataque à Caixa, o plano não foi concretizadoA Polícia Federal (PF) prendeu oito pessoas em flagrante, apreendeu um computador roubado do banco e disse que o grupo pode estar envolvido com as fraudes anteriores.

A PF afirmou que o grupo conseguiu um notebook e uma credencial de acesso por meio do gerente de uma agência da Caixa no bairro do Brás, na cidade de São Paulo.

O inquérito também indica que o banco alertou sobre a roubo do dispositivo. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo g1.

O método foi parecido com os ataques contra a C&M Software e a Sinqia: bandidos acessaram senhas e sistemas internos para retirar valores das contas reservas das empresas, usadas para processar movimentações financeiras.

Não houve ataque hacker à estrutura do Banco Central nem roubo de dinheiro de contas de clientes dos bancos.

Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que os ataques têm se repetido porque:

  • o PIX cresceu muito desde sua criação em 2020 e se tornou mais visado por criminosos que buscam brechas de segurança em sistemas;
  • faltam padrões de segurança mais elevados para todos os integrantes do PIX, além dos bancos mais conhecidos.

A C&M Software e a Sinqia estão entre os seis intermediários que ligam instituições financeiras ao Banco Central. São os chamados Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI), que viraram alvo dos hackers.

“Quando muitas instituições dependem de um mesmo intermediário, ele se torna um alvo atrativo. A concentração se torna um risco iminente. Há um único ponto de falha”, explicou Nathália Carmo, sócia da consultoria de segurança cibernética IAM Brasil.

Fonte: G1.
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